3ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Foi pela sua fé que Abraão, submeti-do à prova, ofereceu Isaac, seu único filho” (Hebreus 11, 17)

Nesse mundo incrédulo, como somos tentados a confiar apenas no que os olhos ou as evidências nos asseguram. Mas lembremo-nos, somos cristãs. Cremos em um Deus que é Pai, que se revelou para nós na pessoa do seu filho único e nos enviou seu Santo Espírito para nos conduzir. Um Deus que se dá a nós, como não confiar, como pedir garantias diante de tanto amor?!

Não temamos e lancemo-nos naquilo que hoje ele nos pede: um ato de fé, ainda que para muitos seja desacreditado. É uma doença que aparece, é a morte súbita que chega na familia, é a situação delicada com o esposo que nunca se imaginou passar, é a vontade de abandonar tudo quando se está esgotada com a atitude triste e repetitiva do filho. A Abraão foi pedido seu filho único que a tanto custo conseguiu ter, mas o Senhor não o deixou imolar, pois estava apenas vendo como estava a sua fé para assim o cumular de graças e favores. E nós, como está a nossa fé?! O que o Senhor nesse momento pede que confiemos nele cegamente sem pedirmos explicações, apenas confiemos?! Peçamos à Deus assim como Abraão: que possamos confiar plenamente na sua divina providência, que até do que se aparenta ser um mau, tira um bem maior.

Pela fé, somos capazes de confiar em Deus e lançar nossas certezas na única certeza: Ele nos sustenta e não pede o que não possamos dar.

2ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a Ele é necessário que se creia primeiro que Ele existe e que recompensa os que O procuram. (Hebreus 11, 6)

Quantas vezes não nos deparamos com a definição de fé atrelada à sensibilidade das coisas, como se precisasse ser tocada, sentida?! Isto não é fé. A fé, como nos ensina o catecismo, é um ato de vontade e inteligência, uma resposta à um Deus que se revela a nós.(CIC 142)

E porque será então que tantas vezes esperamos um ânimo no espírito, um sinal, um convite para que procuremos à Deus na oração?! Se cremos que há um Deus que rege todas as coisas, que nos ama e tudo permite por propositos de sua sabedoria, porque não O procuramos com mais frequência?! Ora, quando há intimidade nas relações humanas, há conversa, há dialogo, há procura do outro, pois assim se estreitam as relações, assim se goza da companhia. Deus não nos pede diferente do que sabemos fazer para dEle também nos aproximarmos.

Nos empenhemos pois em nos devotar mais a nosso Deus, Ele vive e habita no meio de nós. Peçamos a graça também de crescer de fé em fé e tal qual um filho devotado alegra o pai e assim ganha mais sua atenção e favores, não por preferência mas por consequência, naturalidade, intimidade de relação, tenhamos nós também essa atitude com nosso Deus, que vendo nossa dedicação em procurá-lo, nos agraciará com seus favores de bondade e misericórdia em nossa vida.

“E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.” (Lc 11, 9-10).

Vai, a tua fé te salvou!

Hoje mais um mês se inicia. Agosto chegou para nos ajudar a conquistar a virtude da fé, partindo do exemplo de uma Santa muito fervorosa e persistente nessa virtude: Santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho, grande Doutor da Igreja.

Santa Mônica nasceu no ano 332 D.C e, desde a tenra infância, já demonstrava piedade e caridade para com os mais pobres. Filha de pais abastados não deixou isso se tornar empecilho pra uma vida santificada.

Tal educação fez com que Santa Mônica também se tornasse uma mulher de grandes virtudes. Após receber o santo Batismo, conservou a graça por toda a vida, pela pureza da fé e santidade de vida.

Seu casamento foi ajustado por seus pais com Patrício, membro da ordem dos decuriões do Conselho de Tagaste. O marido era um homem rude e violento, fonte de muito sofrimento e provações para Mônica. Mas ela sofria tudo com muita paciência, mansidão e docilidade; não respondia a Patrício.

Tantas foram as orações, súplicas e penitências de Santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho, que na noite de Páscoa de 387 ele recebeu, com seu filho Adeodato, o santo Batismo. Depois disso, Santa Mônica afirmou: “Vendo-te hoje católico, nada mais me resta fazer neste mundo”.

A partir da bela história de Santa Mônica podemos ver o quanto a virtude da fé permeou sua vida por inteiro, desde seu matrimônio até sua maternidade. Que, por sua intercessão, possamos também ser canal da virtude da fé para nossos familiares.

Que o mês de agosto seja vivido por você de forma intensa, por meio dos atos de fé que você realizar.

1ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

A fé é o fundamento da esperança. É uma certeza a respeito do que não se vê. (Hebreus 11,1)

Neste mês de Agosto lutaremos para conhecer e viver a virtude da fé com o auxílio de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

Se nós só podemos desejar aquilo que conhecemos, é preciso entender e conhecer o que é a fé, para que possamos desejar vivê-la dia após dia dentro da realidade para qual Deus nos chama.
A fé “é um ato livre, sobrenatural e meritório”, pois necessita do nosso esforço, da nossa vontade, para que o intelecto encontre com a Verdade que nos chamou primeiro.

Falar de fé não pode ser um assunto raso, do qual escolhemos acreditar no que nos convém e excluimos aquilo que não nos agrada. Sendo a fé o encontro com a Verdade, que é Deus, não caminhamos para outros lugar se não para o encontro Dele no céu.
É a fé que nos dá a esperança de seguir lutando contra as nossas misérias, é a fé que nos faz agir com caridade para com nosso esposo e filhos. É a fé em um Deus que já venceu a morte que nos faz não desistir diante das piores dificuldades.
É somente pela fé que compreendemos que o amor de Deus nos alcança e nos sustenta ainda que ninguém mais esteja ao nosso lado. Foi pela fé na promessa Divina que Maria ficou de pé diante de seu Filho na Cruz e é pela fé que nós nos unimos a ela para gerar o Cristo em nosso lar.

Nós não vemos a Deus todas as manhãs, mas porque experimentamos do seu amor, sabemos que Ele está conosco. Assim como cremos que Jesus está vivo na Santa Eucaristia pela fé, nós devemos crer que Ele está presente em cada membro de nossa família e espera a nossa entrega sincera.

A nossa fé não é cega, ela é fundada na Verdade, Jesus Cristo, que nos deu a vida, que nos dá o dia e nos concede a força necessária para vencer todas as batalhas.
Existe uma esperança em nosso coração, pois existe um Deus que nos espera e já deu a vida por nós.

Nos piores dias, lembremo-nos de que Cristo venceu a morte e nós podemos vencê-la junto Dele.

31ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Finalizamos o mês de julho com a frase de Santo Agostinho: “Deus não será maior se O respeitas, mas tu serás maior se O servires“.

Nas últimas reflexões tivemos oportunidade de analisar como foi nossa caminhada durante o mês em que aprendemos sobre a virtude da ordem. Afirmo que, mesmo que o saldo não tenha sido tão positivo quanto gostaríamos – neste ponto devemos ser muito sinceras conosco mesmas – nós podemos e devemos hoje celebrar as pequenas conquistas.

Nós combatemos a mulher velha, resmungona, preguiçosa, impaciente. Não a vencemos todas as vezes, é fato, mas lutamos contra ela de várias maneiras, e algumas vezes a vencemos. Agora, já sabemos o caminho a seguir, temos armas para vencermos mais vezes, até derrotarmos essa mulher que nos atrapalha no caminho de santidade. Demos glórias a Deus!

Como o salmista diz no Salmo de hoje, o Senhor ouvia Moisés, Aarão, Samuel. Ele os ouvia e nos ouve também! Peçamos ao nosso Deus as forças necessárias para continuar a luta que começamos para ordenar nosso interior e também o exterior. Nossa força vem do Senhor!

Como nosso Senhor Jesus Cristo nos diz no Evangelho que o Reino dos Céus é um tesouro escondido no campo, e o homem que descobriu o tesouro vendeu tudo o que tinha e comprou o campo, nossa família é o campo onde está o tesouro da nossa santidade.

Não tenhamos medo de vender tudo por esse campo. Não tenhamos medo de fazer o que achamos necessário para isso. Se for deixar o emprego para voltar ao lar, se for trabalhar meio período, ou se já estamos em casa mas precisamos alterar rotinas para que melhor se cumpram as tarefas. Dormir menos, descansar menos. Sejam quais forem os sacrifícios necessários, todos eles valem a pena! Pois são eles que nos ajudarão a conquistar o céu para nossas famílias, e então poderemos, contemplando o rosto resplandecente do Senhor, dizer:obrigada Senhor por teres engrandecido minha pequenez através da servidão à minha família!

30ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Refletiremos hoje com a frase: De muita diligência necessita quem deseja progredir no bem. (Imitação de Cristo)

A palavra diligência significa “interesse ou cuidado aplicado na execução de uma tarefa”.

Não é fácil dar o primeiro passo, isso é fato. Muitas vezes nosso orgulho grita e nos rasga por dentro, pois não queremos dar o braço a torcer. Estar “certa” e ficar calada? Céus, que grande desafio!

Porém, a partir do momento em que sabemos que devemos fazer isso por amor a Deus, e por amor aos nossos, isso deve gerar em nós esse interesse em mudar,e o cuidado em agir diferente. Orar e vigiar para não cair na tentação de murmurar, de responder “à altura”, de gritar com os filhos.

Parace chover no molhado, afinal isso já foi dito várias vezes ao longo desse mês. No entanto, devemos reconhecer nossas limitações, e relembrar todos os dias que somos apenas pó, como disse Abraão ao Senhor na leitura de domingo. Sendo assim, sabemos que temos errado muito, ainda que tentando acertar. Mas, será que temos tentado o suficiente?

O Salmo de hoje nos relembra o imenso amor e misericórdia de Deus: “O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas”.

Nos esforcemos para não ficar repetindo nossas queixas para nosso esposo, nossa falta de paciência com os filhos. Façamos como o próprio Senhor faz conosco.

Deixemos o passado no passado, pensando que o amanhã pertence a Deus e a cada dia basta seu cuidado. Sejamos diligentes com o dia de hoje, para alcançarmos o céu que desejamos para nós e nossas famílias.

29ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Hoje nossa reflexão é com a frase: “Ajudai-me hoje a servir-Te e a cumprir meus propósitos, Senhor, pois um nada é o que tenho feito“.

Ontem refletimos sobre as conquistas que alcançamos ao longo do mês de julho. Como foi essa reflexão para você? O saldo foi positivo ou negativo? Você se surpreendeu com o resultado?

É importante termos essa percepção para que possamos admitir que, na verdade, quase nunca fazemos o suficiente. É sempre possível fazer mais, dar mais, sorrir mais, amar mais. Ao mesmo tempo, é possível reclamar menos, ser menos egoísta, menos orgulhosa.

Conhecendo e admitindo essa verdade, precisamos pedir a ajuda da graça de Deus para serví-Lo e amá-Lo. Seja nas grandes ou nas pequenas coisas, o Senhor vem em nosso auxílio, pois conhece nosso coração, sabe da nossa capacidade e da nossa limitação.

Por hoje, sejamos humildes e reconheçamos que nada temos feito perante a capacidade que Deus nos deu, e peçamos Sua ajuda para fazer novas conquistas, só por hoje, um dia de cada vez.

Tenham uma abençoada segunda-feira!

28ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

A mensagem do 28° dia deste mês é: “Vieste para servir, não para mandar”. (Imitação de Cristo)

Está chegando ao fim o mês de julho, durante o qual aprendemos muito sobre a virtude da ordem. Vários aspectos foram abordados: a ordem interior, espiritual, a ordem exterior, em nossa vida prática.

Tivemos experiências novas: obtivemos sucesso em algumas, nos sentimos fracassadas em outras. Talvez, as tentativas de mudança de hábitos tenham sido as experiências mais frustrantes. Ao tentar alterar a rotina da casa, dos filhos, a nossa própria, e não conseguir, muitas vezes nos sentimos impelidas a desistir.

Essa sensação de fracasso pode facilmente nos fazer desejar não mais servir, não mais ser a esposa dedicada, a mãe paciente. Podemos desejar ser servidas, afinal, é muito mais fácil!

Lembremos que somos chamadas a dar nossas vidas em resgate de nossas famílias, e conseguiremos cumprir esta linda missão na servidão voluntária, não com atitudes autoritárias: “Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão”(Mateus 20, 28).

Neste dia do Senhor, vamos refletir sobre tudo o que aprendemos até aqui, as mudanças positivas que aconteceram, as boas sementes que foram plantadas em nossos lares.

Façamos isto para sedimentar em nossos corações o desejo de servir cada vez mais e melhor. Tenhamos um Santo domingo!

27ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Neste sábado, nossa reflexão é baseada no livro A imitação de Cristo: Dobrar-te-á a muitas coisas se queres paz e concórdia com o próximo.

Dando continuidade ao que refletimos ontem, sobre querer mudar o outro quando nós mesmas não mudamos, hoje temos um convite à ação, para transformar em atitudes concretas o nosso desejo de amar e servir a Deus no próximo.

Quando pensamos que é por amor a Deus que desejamos mudar, fica mais fácil aguentar calada “aquele desaforo que o marido fez”, “a teimosia dos filhos depois de ter dado ordens pela milésima vez”. Lembremos da passagem do livro do profeta Isaías, no 7º versículo do capítulo 53: “Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Ele não abriu a boca.”
No texto latino, usa-se, ao invés de resignou-se, o termo ofereceu-se voluntariamente. No dicionário, o verbo resignar significa submeter-se sem revolta a; acatar, conformar-se.

Ora, se o próprio Deus encarnado escolheu se oferecer em sacrifício e aguentar calado toda sorte de injúrias e flagelos por amor a nós, e se somos suas seguidoras, pois nos dizemos cristãs, por que não O imitaremos? Por que não aguentar calada, ceder, buscar a paz e harmonia em nosso matrimônio, em nossa vivência familiar?

O Evangelho de hoje conta a parábola do joio e do trigo. Por muito tempo, o joio do orgulho, da necessidade de ter sempre razão, esteve em nossos corações, muitas vezes até dominando ou nos impedindo de crescer nas virtudes da humildade, da paciência. É chegada a hora da colheita, de separar o joio e queimá-lo, e encher o celeiro de humildade, paciência e caridade. Dessa forma conseguiremos, com mais facilidade, nos calar como o Cordeiro Santo, nos dobrar e oferecer cada pequeno desafio como sacrifício de amor Àquele que nos deu a vida eterna.

26ª REFLEXÃO DE JULHO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Para essa sexta-feira, nossa reflexão é baseada no livro A imitação de Cristo: Não transforma-te no que queres e transformarás os outros a teu gosto?

Esse questionamento é muito apropriado após a reflexão de ontem, na qual aproveitamos para analisar se temos amado segundo as ordens que aprendemos, pois, como seres humanos falhos, temos dificuldade em olhar para nós mesmos ao invés de olharmos para os outros.

Dentro da ordem de priorizar as pessoas antes das coisas, precisamos lembrar de olhar para nós mesmas. Inevitavelmente olhamos sempre para os defeitos do nosso esposo e filhos e quase nunca para os nossos. Na verdade, quase mesmo não nos conhecemos. Não somos humildes para reconhecer nossas fraquezas, nossos defeitos de personalidade e temperamento. Pior, ainda achamos que “nascemos assim e morreremos assim”!

Temos experimentado que é possível sim, mudar. É possível fazer as coisas diferentes, dar o primeiro passo. Temos colhido os frutos da mudança, devemos continuar semeando! Não nos deixemos enganar pela mentira de que nascemos e morreremos do mesmo jeito. Nosso Deus é um Pai que ouve nossos pedidos, nos dá muito sem nada merecermos. Peçamos a Ele que nos ajude a olhar para nós mesmas e mudar o que é necessário.

Vamos aproveitar esse dia em que relembramos a paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo para refletir seus ensinamentos em Mateus 7, 1-5: “‘1. Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. 3. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? 4. Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? 5. Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão”.
Uma abençoada e santa sexta-feira!