23ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Hoje a frase do dia: Se não creio que Deus me ama, jamais conseguirei crer que sou capaz de amar (Cássia Kawamura)

Hoje vivemos na geração da depressão. Um mal devastador, por vezes considerado a doença do século. Lembro que quando era criança, presenciei diversos picos depressivos de minha mãe. Em que ela sequer conseguia se levantar da cama pra tomar banho. Eu não entendia o que estava acontecendo. Mas uma coisa foi muito evidente. Ao longo dos anos seguintes, vi que ela se abandonou na fé.

Ela orava e se entregava nas mãos do Senhor, de uma tal forma, que poucas vezes presenciei outra pessoa o fazer. Isso não a fez santa, mas ajudou com que ela se reerguesse quando estava perdida em si mesma.

E vemos tanto isso. Doenças que aprisionam corpos sadios em suas mentes. Ou ainda, tantas outras doenças que limitam esposas, mães e filhas. E não só a pessoa sofre, mas toda a família.

E é esse sofrimento que nos dignifica. Nos tira do centro para as extremidades. Nos obriga a melhorar. A ajudar sem ver. Crescer na humildade.

Decidir amar incondicionalmente todos os dias.

“Virgem cheia de candura, coloco-me em tuas mãos para que me modeles segundo o gesto de Deus.”

22ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Hoje a frase do calendário é: A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe (Santo Agostinho).

Ontem iniciamos uma reflexão sobre a fé e como ela é intrínseca com nossa confiança em Deus. Não obstante, temos o relato de Santo Agostinho. Sua mãe em grande devoção, incansável, orou até que lhe fosse concedido o que pedia. Não que ela soubesse disso. Pelo contrário! Ela passou muitos anos se dedicando em oração e sofrendo, muitas vezes silenciosamente.

Na sua fidelidade absoluta à Deus e seu marido, não permitiu que todo esse sofrimento abalasse sua fé.

Te proponho esse exercício mental por toda vida. Não só hoje ou essa semana, ou por alguns dias. Mas sim por todos os próximos anos. Já que nossa miséria é tão evidente. Que suas dores se transformem em força para essa batalha diária.

Cada uma sabe sua limitação e árdua tarefa. Assim como cada circunstância pode mudar e nesse momento provar nossa fé. Se recolha em oração, converse com Deus e carregue sua cruz (não arraste, que o peso é maior). E claro, esteja com Nossa Senhora em devoção.

21ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Hoje a frase do dia é: A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e entregou por mim (Gálatas 2,20)

Tive uma educação voltada para Deus. Alimentando minha fé dia e noite, com orações e servindo ao Senhor.
Entretanto quando adulta, precisei chegar ao fundo do poço para ter a percepção sobre fé.

Quando nos ajoelhamos perante Deus, através da oração, nos entregamos pra Ele. Nossas súplicas são ouvidas. Mas o tempo Dele é diferente do nosso. E isso nos aflinge. A espera. Às vezes procuramos uma resposta, mas ela não vem.

Nesse momento trabalhamos nossa fidelidade a Deus. É acreditar sem ver, ouvir ou tatear. É estar no escuro, mas ter a confiança e certeza que Ele vem ao nosso encontro. Maria em seu exemplo de fé, aceitou gerar seu Filho unigênito.

Aceitou, esperou, sofreu e ascendeu.

20ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Hoje nossa frase do dia: A alma dá maior glória a seu Criador quando se volta com confiança para a Divina Misericórdia (Santa Faustina)

Todas somos pecadoras. Todas.
Outro dia nossa reflexão foi bem interessante, pois nos mostrou qual o caminho seguir depois do arrependimento.
(Parafraseando pra você relembrar:
Arrependimento sincero
• Propósito de não pecar mais
• Aceitação do perdão
• Cumprir a penitência
)

Mas veja: arrependimento sincero. Não apenas a culpa que temos ao cometer um erro. Nem uma justificativa. Muito menos uma desculpa. “Me desculpe pelo meu erro. Sinto muito.” Isso não é arrependimento.
É uma palavra de origem grega, cujo significado é “conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos, caráter, trabalho, geralmente conotando uma evolução.” Ou seja, mudança total de atitude. É fácil?! De forma alguma!

O arrependimento requer coragem. E mesmo que você sinta esse arrependimento sincero, talvez a dor do pecado permaneça na sua carne. Entranhada como uma farpa que insiste em mostrar como somos pequenas. E é nesse ponto que quero chegar. Nossa frase de hoje fala sobre a Divina Misericórdia.

E o que seríamos nós sem esse Deus tão misericordioso?

Nada.

Por isso, avante! Remoer seus pecados não te leva pra frente (tenha cuidado porque isso também não é arrependimento). Ore, medite, faça boas escolhas, cumpra suas obrigações e seja fiel no pouco.

E por favor, sempre se lembre: sua vida vale muito pra Deus. Independente de quantas vezes você pecou, Ele JAMAIS te abandonará. Ore incessantemente e é capaz de você sentir os braços do Senhor te carregarem!

19ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é Misericordioso e ouvirá a sua prece (São Pio de Pietrelcina)

São Padre Pio exortava a todos a respeito da oração, pois é considerado alimento espiritual imbatível para nossa alma.

Dessa forma, para conseguirmos ter uma vida orante e progredirmos na oração, segundo Santo Agostinho, é preciso de alguns requisitos: a humildade, a confiança, a perseverança e a súplica.

Nesse mês, grande exemplo de mulher de fé que se dedicou praticamente a vida inteira na oração é Santa Mônica. Nos deparando com a vida dela, percebemos o quanto humildemente essa mulher perseverava e deixava nas mãos de Deus a conversão do seu filho Agostinho. Tendo em vista disso, se ela tivesse se desesperado, possivelmente teria perdido as esperanças e não teria sido atendida.

Portanto, não desanimemos! Coloquemos-nos mais em recolhimento com Deus, pois se nos posicionarmos diante Dele com humildade, amor e confiança – graças poderão ser alcançadas em nossa vidas
espiritual e, com isso, poderemos ser modificadas pelo Espírito Santo – a fim de auxiliarmos também na mudança daqueles que amamos.

18ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

O perdão atesta que no mundo está presente o amor mais forte que o pecado“(São João Paulo II)

Através da nossa fé podemos constatar que o amor é mais forte e incisivo, pois vem mediante dela e tem a capacidade de superar o pecado – visto que Cristo venceu a morte por amor a todos nós na Cruz.

Além disso, pela graça de Deus, pelo mistério da redenção e ressurreição, o Céu se abriu para humanidade e a possibilidade de sermos perdoados foi completamente possível, por meio da chave do sacramento da confissão – instituído para que soubéssemos que o amor ultrapassa as nossas misérias, pois a misericórdia de Deus vai além por aqueles que querem estar unidos a Ele.

Desse modo, sabendo do amor infinito do Bom Deus, busquemos dizer, como Santa Gema: “só tenho medo de magoar Jesus”. Sim, por isso retribuamos com o mesmo amor – sendo melhores e vigilantes, em razão das nossas inclinações pecaminosas.

Por isso, tenhamos esse grande temor de não ofendermos a Deus – seja da não correspodencia ao amor dEle como também na ação ou omissão das nossas obrigações de estado.

17ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Confiai em Deus, porque Ele é bom e infinito. A sua Misericórdia ultrapassa todo nosso entendimento (Santa
Faustina)

Como essa frase podemos fazer duas reflexões. A primeira é que Deus é Bom e todos aqueles que confiarem nEle se tornarão criaturas repletas de bondade.

Quando olhamos para a vida dos santos, é possível enxergarmos com os olhos da fé o transpasse da bondade de Deus. A santidade é alcançada por confiar na infinita misericórdia divina – enquanto estivermos nessa vida material.

A segunda reflexão é sobre o problema que geralmente visita a nossa realidade humana. Muitas vezes pedimos a misericórdia e a bondade de Cristo para que nossa miséria seja reparada pelo Espírito Santo, mas em contrapartida, para os que estão ao nosso redor temos o ímpeto de querer que Deus os tratem com medida de justiça – pois não temos o entendimento de que Ele se derramou em sangue e água por todos.

Portanto, procuremos fazer um exame de consciência bem preciso, a fim de analisar se não estamos sendo incivos nos julgamentos alheios enquanto nos achamos merecedores exclusivos da misericórdia divina, pois assim como a Santa dessa reflexão de hoje nos diz, o alcance da misericórdia de Deus ultrapassa nosso entendimento humano.

16ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Vós que temeis o Senhor, esperai alegria eterna e misericórdia
(Eclesiástico 2, 9)

Esse trecho bíblico nos faz compreender a misericórdia de Deus e a alegria que devemos ter pela vivência da nossa fé.

Conforme São Francisco de Sales, quanto mais nos sentimos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus. Porque, entre a misericórdia e a miséria, há uma conexão tão grande que uma não pode se exercer sem a outra.

Com isso, Deus sabe o quanto somos fracos e limitados, e, por isso, mesmo diante das nossas quedas diárias ou esporádicas, ao invés de desesperarmos, deveríamos olhar nossa pequenez com olhar de um pequenino – a fim lançarmos na infinita bondade de reconciliação com o Bom Pai que tanto nos perdoa e nos quer participantes do Reino Celeste.

Nossa alegria está em amar a Deus e viver bem nossa vocação com grande determinação e amor – mesmo que haja momentos de angústias, preocupações, desconfianças, declínios, cansaços e decepções no decorrer do dia.

Por isso, esperemos esperançosamente as demoras de Deus, pois aqueles que O temem e buscam viver os passos de Cristo, pela graça de Dele, serão beneficiados pela misericórdia e poderão desfrutar não somente das alegrias terrenas, mas principalmente das alegrias eternas.

15ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Não duvidemos do perdão solenemente pronunciado sobre nossos erros na confissão (São Pio de Pietrelcina).

No contexto em que temos falado sobre fé, a frase de hoje vem nos lembrar da importância do sacramento da Confissão. Como sabemos, não é o sacerdote que nos perdoa, mas o próprio Cristo, uma vez que o sacerdote atua In persona Christi, como esclarece o padre Paulo Ricardo: “É Cristo quem age, o homem é apenas um instrumento. Quem absolve é Cristo, quem consagra é Cristo, por meio do sacerdote. O sujeito da ação é Cristo, a divina pessoa na qual céu e terra estão unidos. Esse é o significado da expressão “in persona Christi”.

Duvidar do perdão concedido pelo sacerdote na confissão é duvidar de que o próprio Cristo nos perdoou. É muito importante lembrar que o diabo, inimigo de Deus e nosso, é o acusador e o divisor por excelência: “Porque foi precipitado o Acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus” (Ap 12, 10). De origem grega, diabo significa ‘aquele que separa’.

Está muito claro que o inimigo quer nos separar de Deus. Ao implantar em nós a dúvida sobre o perdão de nossos pecados, ele está agindo para nos afastar da graça recebida na confissão. Não podemos e não devemos dar ouvidos à ele.

A Santa Igreja recomenda a confissão pelo menos uma vez ao ano. Como boas cristãs e servas de Deus, devemos buscar esse sacramento com maior frequência, de forma mensal ou até mesmo semanal. Para a confissão ser válida é necessário:

  • Arrependimento sincero;
  • Propósito de não pecar mais;
  • Aceitação do perdão;
  • Cumprimento da penitência.

Lembremos dos elementos que temos aprendido sobre a fé e deixemos que a ação transformadora do Santo Espírito de Deus aja em nós por inteiro, de dentro para fora, gerando a verdadeira conversão dos nossos corações.

14ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Eu não sou sempre fiel mas jamais desanimo, eu me abandono nos braços de Jesus (Santa Teresinha).

Hoje a frase de nossa reflexão fala sobre nunca desanimar. É muito importante entender que a palavra desânimo significa falta de ânimo e esta, por sua vez, é uma palavra originária do latim, anĭmus, que é a forma masculina de anima = alma. Ânimo é “princípio espiritual da vida intelectual e moral do homem, vida, alma”.

Sendo o ser humano composto de corpo e alma, como pode então viver sem ânimo? A falta de ânimo nos afasta de Deus, nos torna seres apáticos, sem vida. Sem este princípio espiritual fundamental à nossa existência, logicamente nos veremos sem vontade de cumprir nossas obrigações, desde as mais básicas às que mais exigem de nós, e até mesmo sem vontade de amar os nossos!

Sabemos que por nossas próprias forças não somos capazes de nos manter de pé sempre. Por isso, é essencial termos a humildade de reconhecer nossas misérias e limitações, e também uma fé que não se abala, sem medo, firme na certeza de que em Deus tudo podemos.

Façamos então como Santa Teresinha, que nunca desanimava, mas sempre se voltava para os braços de Jesus. Aqueles braços que estão sempre abertos à nossa espera. Não o deixemos esperando!