12ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Enche-te de segurança: nós temos por Mãe a Mãe de Deus, a Santíssima Virgem Maria, Rainha do céu e do Mundo (São Josemaria Escrivá).

A frase de hoje encaixa-se perfeitamente com o que temos refletido: fé que não vacila, fortaleza que é encontrada no silêncio da oração.

Que grande exemplo disso nós é a Santa Mãe de Deus! Quando penso em silêncio, em calar para evitar uma discussão com o esposo ou para não descontar o nervosismo nas crianças, Nossa Senhora sempre me vem à cabeça. Quando penso em sua humildade e prontidão, ao receber do Arcanjo o anúncio de que seria a mãe do Filho do Altíssimo. Quando penso em sua fortaleza, ao permanecer o tempo todo ao lado de seu filho, sofrendo calada com Ele e por Ele, e dEle recebendo a humanidade inteira por filhos. Quando penso em sua maternidade fecunda e generosa, ao se tornar mãe da Igreja e estar ao lado dos apóstolos.

São inúmeras as situações em que podemos nos espelhar em Nossa Senhora. Busquemos com mais afinco nos assemelhar à ela. Peçamos que ela nos ensine sua humildade e prontidão para servir nossas famílias; sua fortaleza para suportarmos nossas cruzes com amor; sua generosidade para aceitarmos os filhos, inclusive espirituais, que o Senhor nos confiar.

Sabemos que é muito difícil olhar para dentro de nós, reconhecer nossas fraquezas e dar o primeiro passo. Por isso, seguremos nas mãos de Nossa Senhora. Se estivermos fracas para isso, que nos agarremos na barra de seu manto. Sabemos que seu filho não lhe nega nenhum pedido. Deus quis que Seu filho viesse ao mundo por ela, e é por ela também que chegaremos ao céu.

13ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Ah, como é doce abandonar-se nos braços de Jesus, sem temores nem desejos (Santa Teresinha).

A frase que norteia a reflexão de hoje é de uma grande doutora da Santa Igreja, cuja vida é um belo exemplo de abandono e confiança em nosso Senhor Jesus Cristo.

O ato de abandono exige essas duas características: não é possível se houver medo, muito menos se quisermos fazer imposições, cobrar de Jesus que as coisas sejam do nosso jeito. Na verdade, seria contraditório, pois o abandono por amor é livre.

Quando rezamos o Pai Nosso, pedimos que seja feita a vontade de Deus. Ora, como poderemos nos abandonar em Seus braços se quisermos que as coisas aconteçam do nosso jeito? E como o Senhor poderá realizar Sua vontade se tivermos medo?

Deus nos fala em muitas passagens da Sagrada Escritura que não temos o que temer, pois Ele é conosco. O que precisamos é o temor de Deus, para que busquemos cumprir Suas leis a fim de não desagradá-Lo, como vemos em Eclesiástico 34, 16: Aquele que teme ao Senhor não tremerá; de nada terá medo, pois o próprio Senhor é sua esperança.

Por muitas vezes dizemos amar a Deus sobre todas as coisas, mas somos incapazes de nos abandonar em seus braços, pois no fundo acreditamos que depende mais de nós do que Dele. Nós queremos viver da Divina Providência, mas não deixamos que ela aja.

Quem vive para Deus e conhece o Seu amor, vive feliz mesmo em meio as tribulações, pois há a certeza de que até o mal é um meio a Divina Providência nos levar à Santidade.
Na pobreza, Deus é nossa riqueza.
Na tristeza, Deus é nossa alegria.
Na doença, Deus é a nossa saúde.

Sendo Ele o Sumo Bem, nenhum mal nesta terra deve nos tirar a alegria e a certeza de o nosso Deus não nos desampara e sempre nos guarda o melhor.

11ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Nossa reflexão hoje é baseada na frase de Santa Teresa de Jesus: Na esperança e no silêncio está a minha fortaleza.

A fé sem vacilação deve ser alicerçada em uma vida constante de oração. Através do relacionamento íntimo com Nosso Senhor, crescemos na fé, nos enchemos de esperança e força.

Nem sempre é necessário que a vida de oração seja muito complexa. Deus, como bom Pai, ouve cada simples gemido de nossa alma, e mais, Ele ouve tudo o que emana do silêncio de nosso coração, quando não temos palavras, ou simplesmente não conseguimos expressar o que sentimos.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á” (Mateus 6, 6).

Esse recolhimento também pode ser vivido em outros momentos. Podemos aproveitar diversas oportunidades do nosso dia, em meio às tarefas cotidianas do lar, ou em breves momentos no trabalho, e com um simples pensamento nos unir ao Ressuscitado, deixar que a paz que Ele nos deixou invada nosso coração e nos fortaleça.

10ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Dando continuidade às nossas reflexões, a frase de hoje é: “Mas peça-a com fé, sem nenhuma vacilação, porque o homem que vacila assemelha-se à onda do mar, levantada pelo vento e agitada de um lado para o outro“(Tiago 1, 6).

Ontem falamos sobre a folha em branco da vida, em que o Senhor escreve e faz Sua Santa vontade, se assim deixarmos. Para que isso aconteça, é preciso uma fé firme, decidida, racional. Sim, racional, porque tirando o elemento espiritual que a compõe, a fé também é feita de razão. Nós escolhemos crer no que não vemos, escolhemos nos abandonar nas mãos de Deus.

Usando do livre arbítrio que o próprio Deus nos deu, é que escolhemos crer. E essa fé sem vacilação, que não se abala, é assim. Nós sabemos que Cristo já venceu a morte. Nós sabemos que tudo o que pedirmos Ele nos dará. Que se buscarmos primeiro a Deus, tudo o mais nos será acrescentado.

Por que vacilar então? Não há motivos! Lembremos que o Ressuscitado que passou pela cruz, mesmo não precisando, já nos deu tantas mostras de Seu amor e poder! A vida dos Santos é uma fonte inesgotável de provas de que Deus age em nossas vidas, e que a fé sem vacilação, o abandono em Deus, é a única coisa que precisamos para bem fazer o nosso caminho de peregrinação nesta terra, enquanto almejamos alcançar o Céu.

Vamos então buscar esta fé sem vacilos, firme, decidida. Vamos nos espelhar em Santa Mônica, que tanto esperou em Deus pela conversão de seu filho, e o Senhor a honrou e nos deu o grande doutor Santo Agostinho.

Demos os passos necessários e esperemos em Deus os frutos de nossa fé. Ele é fiel!

9ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser” Santo Agostinho

Hoje somos chamados a refletir sobre abrir-se e permitir que o Senhor conduza nossa vida, nossa história. Quando depositamos nEle nossa fé, estamos reconhecendo que sem Ele nada somos.
Assinar a folha e permitir que Deus escreva nela é estar aberto e desejar que se faça em nós a sua vontade, confiando que Ele tem para nós os melhores planos!

É pela fé que compreendemos que não temos como controlar tudo, que as coisas não dependem apenas do nosso esforço, pois “se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a constroem” e que é “inútil levantar-nos antes da aurora, e atrasar até alta noite nosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono”. Então temos muitos motivos para não desanimarmos quando estivermos diante de situações difíceis e até mesmo impossíveis aos nossos olhos.

O Senhor sabe daquilo que precisamos, nos conhece bem mais que nós mesmos nos conhecemos… Mas é preciso sempre uma ação de nossa parte: “assinar a folha”, entregar, rezar e confiar.
A fé nos leva a uma entrega e abertura cada vez mais serena e frutífera. Nos dá a certeza do Pai amoroso e fiel que temos!

Como temos vivido a fé em nosso dia a dia desde as pequenas coisas até às grandes? Pela intercessão de Santa Mônica apresentemos ao Senhor nesse dia nossas intenções 🙏🏻

8ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Espera um pouco filha, e verás grandes coisas” Santa Teresa de Jesus

O Senhor falou de espera ao coração de Santa Teresa quando esta estava no início de suas fundações e missões. Ela sabia que o Bom Deus alcançaria muitos corações através do seu sim e do seu trabalho, mas a espera era necessária.
A maioria de nós não foi educada para esperar. Soma-se a isso o ritmo frenético do cotidiano, do imediatismo, dos compromissos a cumprir, de termos que ter rapidamente as respostas pra tudo.
O tempo de Deus é diferente do nosso. Muitas vezes sua pedagogia é a de nos ensinar e fazer amadurecer através da espera.
Não é fácil “sofrer as demoras de Deus e esperar com paciência” como a Sagrada Escritura nos diz em Eclesiático 2,3.
Não é fácil despojar-nos de nossa pressa e ter paciência diante de uma provação, de uma graça que ainda não chegou, mas quando nos unimos a Nosso Senhor, esse esperar não é vazio, é possível fazer desse tempo um momento favorável de crescimento e aprendizado.
Saber esperar em Deus é ter a esperança de que Ele sempre nos ouve e nos atende, nem sempre da forma como queremos, mas da forma que precisamos, pois acima de tudo importa a nossa salvação.
Saber esperar é se deixar moldar pela graça através da oração e do exercício das virtudes. Santa Mônica aguardou 25 anos para ver a conversão de seu filho e vejamos quantos frutos essa espera trouxe! Trouxe santidade não só ao filho, como a ela também!
Portanto, não desanimemos diante das nossas circunstâncias e peçamos ao Senhor que sustente a nossa caminhada! Tenhamos fé que tudo coopera para o bem daqueles que o amam!

7ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Nada te perturbe, nada te espante. Tudo passa, Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus basta (Santa Teresa de Jesus)

Ah, como facilmente perdemos nossa paz por qualquer adversidade que nos aparece. Não raras vezes nos desesperamos, nos espantamos e inquietamos por tantas pequenas coisas, como se não tivessemos um Deus que tudo pode e que até os males que ocorre permite para um bem maior que mais na frente veremos. Deus não muda e se buscassemos mais conhecê-lo agiríamos com mais confiança pois lembraríamos que sua sabedoria perpassa nosso entendimento e é muitas vezes loucura para nós seus caminhos e vontades.

É preciso pedimos a graça da virtude da paciência, em aceitar todas as coisas na confiança que Deus está no controle e com a força de seu braço nos sustenta, é preciso reconhecermos que com o nosso pouco ou nada fazemos de fato.

De que vale possuir uma vida financeira estável, o carro do ano, a casa quitada se perdemos a nossa alma e dos que nos foram confiados?! De que vale todos os bens desse mundo no final das contas, se aqui não viveremos eternamente?! Só Ele basta.

Ele é perfeito e não precisa de nós, é verdade, mas também é verdade que nós é que dEle necessitamos e não nos bastamos a nós mesmos, como o mundo quer nos incutir a todo momento, com se esse fosse um pensamento evoluído e inteligente. Mas se pararmos e pensarmos, veremos que é justamente o oposto, somos feitas para o amor e para Ele, e assim O devemos buscar sem nos inquietar com as coisas do mundo, lembrando que essa vida passará e estando em seus caminhos, fazendo sua vontade em nossa vida tudo valerá a pena.

6ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Em tempos de tristeza e inquietação, não abandones nem as boas obras de oração nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará. (Santa Teresa de Jesus)

Como é natural quando as coisas apertam, o que primeiro queremos diminuir ou até abandonar de vez é nosso tempo para Deus. Nossas orações e obras para Ele.

Porque assim agimos?! Será que compreendemos realmente o valor de nossa intimidade com Deus?! Ao agir assim mostramos que não, e não demora para nos sentirmos agitadas, inquietas e sentir o peso maior do que estamos passando. 

Sim, é o peso de carregar sozinhas nossa cruz. A cruz existe e neste mundo sempre existirá, mas ela pode ficar tão mais leve quando a carregamos com propósito e dividimos com nosso Deus. Ah, podemos sentir!

Não teimemos em querer fazer só, pois o Senhor quer estar conosco em todos os momentos e com Ele o fardo é leve e o jugo suave. “Tudo o que te acontecer, aceite-o, e nas vicissitudes de tua pobre condição sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação. Na doença e na indigência conserva tua confiança”(Eclo 2, 4 – 5)”. Então não esperemos tempo folgado e favorável para buscar aumentar nossa intimidade, é no hoje que Ele nos chama e nos convida a com Ele dividir nossa cruz, nEle buscar forças e motivação pois o Senhor sabe todas as coisas e conhece nosso coração, Deus é um pai bondoso e não permitiria nada que não pudesse cooperar no fim para nossa santificação. 

Ainda que não compreendamos o valor de nossa intimidade com o Senhor, de o buscar constantemente, pode não ser do jeito que estavamos habituadas, mas com certeza há de haver o jeito que no momento Ele nos espera. Sempre teremos sacrifícios para ofertar elevando nosso pensar, pequenas orações, podemos rezar ou até cantá-las. Independente da forma, empenhemos, pois esforços para enxergar como naquela situação difícil podemos dEle nos aproximar e com Ele dividir, assim façamos e veremos que passará a tormenta e mais forte ficaremos, pois Ele nos sustentou e nos sustentará.

5ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Com tal intercessora, quem não terá amorosa confiança? Com Jesus e Maria, tudo é possível. (Beata Maria Maravilhas de Jesus)

Ah, como Deus é bom nos dando sua propria mãe como nossa mãe! Tudo por Jesus, nada sem Maria. E como poderia?! Maria está tão intimamente ligada a Jesus que é mais fácil separar a luz do sol do que separá-los, assim nos recorda São Luis Maria.

Nós, pelo pecado original, ganhamos temor de Deus Pai e reconhecendo isso, o Senhor nos deu esta criatura perfeita, doce e amável, a quem escolheu por escada para vir a nós e como Deus não muda por outro caminho não podemos ir à ele. Tantas aparições, coisa de mãe que aparece sempre que pode para guiar seus filhos. Tantos títulos e nomes Ela é chamada: Senhora do bom parto, Aparecida, do Sorriso…. Assim também, não temos jeitos particulares de chamar nossa mãe?! Se a terra que Jesus pisou é santa, o que diremos da mulher que em seu ventre o próprio Deus habitou e se pôs em obediência durante sua vida terrena?! Usemos pois, esse santo auxilio que o próprio Deus nos deu, como em seu testamento, suas últimas palavras na cruz, não exitemos em valorizar: ” Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe. (Jo.19, 26-27). Disse o Senhor ao discipulo amado, que prefigura a cada um de nós, e a Maria, sua mãe, chamou de mulher nesta hora pois deveria falar-lhe não apenas com afeto filial, mas fazer referência a Mulher tantas vezes citada, àquela a quem foi designada um papel importante no plano de salvação. Contemos sempre com Nossa Senhora, sim ela é Senhora não por natureza mais por graça, Deus assim o quis e não devemos temer seus designios mais ser obedientes a sua vontade, quem não já conta se permita a contar com essa doce mãe que certamente vencerá mais facilmente todas as batalhas.

“Com tal intercessora, quem não terá amo-rosa confiança? Com Jesus e Maria, tudo é possível.”

4ª REFLEXÃO DE AGOSTO DO CALENDÁRIO CAMINHO PARA O CÉU

Porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas (1 Pedro 1, 9).

O que nos faz suportar tantos pesares que aparecem na nossa vida? O motivo?

Como já dito, a fé é um ato de inteligência e vontade. Assim, seres dotados de livre arbítrio, nos esforçamos para viver como quem crê, pois sabemos que essa vida é passageira e vivê-la com fé no que nosso Deus nos revelou e nos prometeu na vida eterna nos dá forças para suportar as penas que aparecem no meio do caminho.

Como diz Santa Teresa D’Ávila: “É justo que muito custe o que muito vale”. Miremos alto na nossa salvação e na dos que amamos e nos foram confiados e certamente seremos impulsionadas a aceitar os sacrifícios que vierem, pois é inteligente suportar um pouco aqui para muito desfrutar eternamente do sumo bem.

Nosso Senhor elevou o sentido da nossa vida e nos ensinou o caminho para chegarmos à vida eterna com Ele, assim muitos se doaram e assim também nos convida diariamente.

Certas de que vale nosso gastar-se nessa vida para viver em felicidade plena com quem nosso coração anseia, sigamos a passos pequenos, ou grandes, pois o preço da nossa fé será nossa salvação eterna.